sexta-feira, 10 de abril de 2009

O Menino


O conheci num lugar não convencional.
Foi meu grande presente.
Nada mais seria igual.
Destino.


Guardem essas três premissas para poder compreender tudo o que se seguirá a partir daqui.


O conheci numa situação esporádica, não especial e numa data ímpar.
Pele morena, olhar e face de menino, um jeito de moleque que me conquistou na primeira vista. Foi instantâneo, ele olhou para mim e eu para ele e foi um choque.
Contatos, mãos, em instantes estavamos entregues um para o outro, mas não era uma entrega comum,tinha um "quê" a mais.
As mãos se esfregavam e o corpo se pressionava um contra o outro como se jamais pudesse se repetir aquilo.

Mas nos entregamos a um ponto em que tudo era como uma contínua câmera lenta, minha mãos passavam pelas suasem movimentos lentos, fortes, apuradores.
Nos beijavamos sem pressa, como quando se saboreia um sorvetena frente da tv ao ver um filme de romance: devagar, suave, para percever os sinais, o sabor.

Cada tato era mágico, cada faro era especial, cada beijo, cada segundo.

Foram horas de sexo, uma integração de corpos que parecia não se findar mais, ambos saboreandocada segundo, cada centímetro do corpo do outro.
Eu, apesar de tudo, vinha de uma era dark, era o inicio desse ano.

Definitivamente 2008 não fora para mim a minha melhor época, estava bem comigo mesmo, iniciei o ano comum corpo pouco mais trabalhado pelas exaustivas horas de academia e natação, acabara de sair de 2007 onde eu tivera dois relacionamentos: Japa, que foi até então o grande amor da minha vida e o Nerd. Acredito que pelo fato de finalizar no ponto final vocês possam imaginar a relevância de cada um.


Nesse ano vários caras passaram pela minha vida.
Possuia um vazio, mas que se transformava em dependencia. O fato de ficar com tantos caras, empobrecia minha vida e me afastava dos meus valores e da minha fé. Eu estava vazio naquele momento.

Como uma canoa furada, que por mais que o pescador tire a agua que entra nela com um balde afim de prosseguir viagem, ela nunca se estabiliza e fica ali, sempre no mesmo lugar.
Assim após sucessivas desilusões e a uma entrega a solidão, mais tranquila. Conheci o Menino.

Na situação que nos conhecemos, apesar de tudo o que sentia não tinha esperança de surgir nada, afinal ele é muito lindo e eu, possuindo uma estima fragil, acreditava que ele não se interessaria.

Passamos a tarde inteira abraçados, somente, nus, deitados na cama, conversando, abraçados onde ele com a cabeça no meu ombro e eu apenas gostando muito de toda a situação.

Chegava o fim da tarde, precisavamos sair dali.

Ele levanta, de supetão após termos adormecido, agradece o dia maravilhoso que teve. Me considera único, me cobre de elogios, se veste.

Pega suas coisas, pede meu telefone.
Passo.

Peço para que me diga o seu, ele diz. É o suficiente.

Nunca mais esqueci aquele numero e nunca o anotei em lugar algum.
Ele se vai, mas eu sinto que algo ficou. Vou embora, pensante e cruzo longe dali por uma igreja, faço uma grande e longa prece e agradeço:

- meu Deus, não sei se devo fazer isso, ainda mais depois de tudo o que aconteceu, mas sinto uma alegria imensa no coração, sinto Paz e se for se ser meueu o peço e o agradeço.

E fui pra casa....

3 comentários:

K. disse...

intenso.

Diego Silva disse...

Hoje aconteceu um fato interessante comigo, tbm de forma inusitada. Eu estava dentro de um ônibus coletivo e percebi q um rapaz alto, branco solitou informações sobre onde ficava a rodoviária - um estrangeiro. Por coincidência descemos no mesmo ponto e passamos a conversar...[rende um post]
Abraços!

danilo conrado disse...

adoro seu blog...
a forma como descreve a situação, quase que faz com que estivessemos nela...

apenas uma questão....
pq será q essa história se repete tanto???
não da mesma forma é claro, mas no fim, sempre são parecidas...

é como se vc contasse sobre mim...
bizarro...

a vida é bela...

te cuida...
abs